CDS questiona Governo sobre presença da Banda do Exército em ação pró-Venezuela
Sábado, 15 Julho 2017 15:21    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

ACM copy copyO CDS-PP quer saber se o Governo considera normal que a Banda do Exército tenha tocado numa ação de apoio, em Lisboa, à Venezuela e o que vai fazer para evitar casos de “instrumentalização política ou partidária”.

Segundo o texto da pergunta do CDS-PP ao Ministério da Defesa Nacional, a manifestação, a 05 de julho, na capital, “tinha evidente conteúdo político”, dado que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) “é uma organização controlada pelo PCP” e “presidida pela militante comunista Ilda Figueiredo”.

Para o CDS-PP, a Banda do Exército, que tocou os hinos de Portugal e da Venezuela, foi “colocada em risco de ser envolvida e instrumentalizada numa manifestação de apoio a uma das partes do atual conflito político venezuelano”, organizada pela embaixada venezuelana, “com o apoio do CPPC e de um partido político português, o PCP – o que é grave”.

De acordo com os centristas, o Governo tem o “dever político” de prevenir que “as Forças Armadas não sejam colocadas em situações em que possam ser instrumentalizadas política ou partidariamente, nomeadamente ao serviço de um dos lados num conflito de um país, como a Venezuela”.

Assim, o partido questiona o Ministério da Defesa sobre o que fará para evitar novas situações de “possível instrumentalização político-partidária da Banda do Exército e das Forças Armadas”.

Quer igualmente saber se o Ministério concorda com declarações do porta-voz do Exército ao jornal Expresso que, segundo o CDS-PP, “procura desvalorizar o sucedido” e admitiu, a 13 de julho, que a “banda do Exército português tocou nas cerimónias protocolares do Dia da Venezuela em Lisboa e vai voltar a fazê-lo”.

Cerca de 200 pessoas participaram, a 05 de julho, numa "ação de solidariedade com o povo da Venezuela", organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação com apoio da embaixada venezuelana, que foi perturbada por um incidente com um cartaz.

A "ação de solidariedade", apoiada pela Embaixada da Venezuela em Portugal, foi promovida, segundo o CPPC, para "expressar apoio às forças progressistas" venezuelanas, alvo de "um golpe antidemocrático" que visa a "recuperação do domínio dos Estados Unidos", "posto em causa com os processos progressistas na América Latina".

 

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