Este foi o ano em que o Estado falhou clamorosamente
Sábado, 09 Setembro 2017 21:30    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

cristas rentree 3Queridos amigos,

É maravilhoso estar aqui convosco, nesta sala cheia de autarcas, de militantes e simpatizantes do CDS, que vieram de todo o país para marcar o início deste ano político.

Agradeço a todos o vosso empenho, a vossa dedicação, o vosso entusiasmo que é contagiante e a mim tanto inspiram!

Agradeço de forma particular a todos os nossos oradores desta tarde, que representaram tão bem todo o país e mostraram a força e a fibra do CDS.

Agradeço aos meus vice-presidentes, todos eles candidatos, o Nuno Melo à Assembleia Municipal de Famalicão, a Cecília Meireles à Assembleia Municipal de Gaia, o Adolfo Mesquita Nunes à Câmara Municipal da Covilhã, dando um exemplo notável de dedicação à sua terra, e a todos os nossos dirigentes nacionais, distritais e concelhios e a todos os militantes que estão profundamente empenhados, como candidatos ou apoiantes, nestas eleições autárquicas. E alargo também este agradecimento aos milhares de independentes que se juntaram a nós em todo o país e lembro os independentes que nós apoiamos, porque, acima de tudo, queremos o melhor para as nossas terras!

Aos nossos Presidentes da Câmara, não só agradeço a disponibilidade para de novo irem a votos, mas quero dizer que nos enchem de orgulho pelo trabalho feito com as cores do CDS, o Luís Silveira em Velas, São Jorge, o Teófilo em Santana, na Madeira, o António Loureiro em Albergaria e o José Pinheiro em Vale de Cambra, que há bem pouco tempo nos acolheram nas Jornadas Parlamentares, e o Vitor Mendes, em Ponte de Lima, com quem estive no domingo passado, onde a praça se encheu para o ouvir e expressar um enorme apoio e hoje só não está connosco presencialmente porque está, e bem, a presidir às Feiras Novas. É o vosso trabalho dedicado que nos inspira e nos anima a prosseguir um caminho de crescimento e afirmação do CDS a nível autárquico. É o vosso trabalho exemplar, a que se junta o trabalho de tantos vereadores e Presidentes de Junta, que nos permite dizer que o “Autarca CDS” é aquele que trabalha pelas famílias e pelas empresas do seu concelho, com impostos baixos (do IMI à derrama, passando pelo devolução do IRS às famílias), com contas em dia, sem dívidas – e em muitos casos tendo de controlar as dívidas herdadas – que não apenas resolve problemas mas sobretudo cria oportunidades de valorização do território, de crescimento sustentável, de dinamização económica e cultural.

Agradeço ainda a todos os que me acompanham aqui na candidatura pela “Nossa Lisboa”, e que saúdo na pessoa do Telmo Correia, que encerrou as intervenções desta tarde com chave de ouro, nosso Presidente do Conselho Nacional e candidato à Junta de Freguesia de Belém – a minha Freguesia - não só os nossos militantes e da Juventude Popular, mas também os muitos independentes que se juntaram num exemplo extraordinário de dedicação e cidadania.

E agradeço penhoradamente ao nosso coordenador autárquico, Domingos Doutel, e ao nosso secretário-geral, Pedro Morais Soares, por todo o trabalho que têm vindo a fazer no terreno, na preparação e no apoio às nossas estruturas, e também hoje, nesta organização. Bem-haja por tudo, e para eles, uma grande salva de palmas!

Faz amanhã precisamente um ano que estávamos todos juntos na nossa reentre em Oliveira do Bairro. Nessa altura lembrei o que tinha saído do nosso congresso e afirmei as prioridades para o ano político que verdadeiramente só termina no dia 1 de outubro: valorizar as eleições autárquicas e mobilizar o partido para este trabalho, num terreno difícil para o CDS, mas com a vontade de fazer crescer o nosso serviço a todos os cidadãos também ao nível autárquico. Repeti então que só havia uma orientação comum: crescer na representação autárquica, ter objetivos ambiciosos mas realistas, sabendo em alguns concelhos ganhar é ter um eleito para uma assembleia de freguesia ou um deputado municipal, noutros será ganhar uma junta, noutros ainda podemos ambicionar ganhar uma Câmara, seja em listas próprias seja em coligação. Para todos os casos pedi o mesmo ânimo, a mesma ambição e a mesma dedicação.

E só vos posso agradecer pela extraordinária resposta que deram ao longo deste ano e que hoje, me permite dizer, com realismo, que estamos no bom caminho, que ainda temos muito que trabalhar nesta reta final, mas que estou confiante de que vai correr bem!

Vai correr bem porque trabalhámos intensamente, ouvindo as pessoas, estando próximo, e construindo com elas os nossos programas!

Vai correr bem porque trabalhámos única e exclusivamente para servir os nossos munícipes, os nossos fregueses!

Vai correr bem porque não trabalhamos apenas para o dia 1 de outubro, mas para todo o ciclo que começa no dia 1 e as mangas que já estão arregaçadas assim continuaram a executar o trabalho a que nos propusemos!

Vai correr bem porque temos a vontade, a ambição e a humildade que em política são essenciais para irmos mais longe!

Mas afirmei também em Oliveira do Bairro – como de resto já tinha feito na Mêda no conselho nacional - que a par do objetivo autárquico, mantínhamos o objetivo de ser oposição, firme, crítica, acutilante e sempre construtiva ao Governo das esquerdas unidas.

E cumprimos! Estivemos na linha da frente de todos os combates. Muitos temas foram por nós antecipados: da segurança e terrorismo à supervisão bancária, onde liderámos a agenda. Muitos temas foram por nós lançados, nomeadamente na área social – há um ano com a educação, onde apelámos a um consenso alargado, depois no tema da deficiência, ou na organização do trabalho ao longo da vida, como de resto já tínhamos feito antes nas propostas da Segurança Social, da natalidade e apoio à família ou do envelhecimento ativo. No Orçamento, no Plano Nacional de Reformas ou no Programa de Estabilidade tivermos uma abordagem sempre crítica e sempre propositiva, trazendo para cima da mesa propostas concretas para tornar o país mais competitivo, mais capaz de gerar um crescimento sólido e duradouro e criar emprego sustentável. Na saúde temos sido os mais ativos a denunciar a degradação que existe em todo o país e eu própria fiz um roteiro de visitas a vários hospitais.

E a quem hoje quer vir falar de consensos eu respondo, que talvez não seja pior começar por cumprir os consensos já estabelecidos! E deixem-me referir dois:

  1. As obras previstas e programadas no PETI – e em muitos casos relembradas pelo CDS ao longo do ano parlamentar – para executar com os atuais fundos comunitários. Da linha do Oeste à linha do Vouga, do IC35 ao IC1, do Metro do Mondego à Via dos Duques…

Estas e outras, o CDS veio concentrar num único Projeto de Resolução, para facilitar a vida ao Governo, que pelos vistos anda distraído, acrescentando as questões do metro de Lisboa e do Porto. Porque é no tempo próprio que as discussões devem acontecer para serem consequentes. E habituem-se, nós estamos sempre um passo à frente! Faça o senhor Primeiro-Ministro o seu trabalho de cumprir o que está previsto e depois venha falar em consensos!

  1. A reforma do IRC, consensualizada então com o partido socialista e rompida por António Costa. Continuaremos a apresentar em sede de orçamento de Estado a baixa progressiva do IRC, porque assim estaremos a estimular o investimento e a criar condições para reduzir o desemprego e aumentar o emprego, estável e duradouro.

Mas deixem-me dizer-vos que este ano parlamentar que agora tem início, não é, não pode ser um ano igual a qualquer outro.

É o ano que sucede os episódios em que o Estado falhou clamorosamente. Falhou na segurança das pessoas e bens – aquilo que constitui a base mínima de um Estado – quando temos incêndios devastadores, quando perdem a vida 64 pessoas – e tudo terá de ficar exaustivamente explicado; falhou quando é furtado material militar. Pedrógão e Tancos não podem ficar esquecidos e nós não deixaremos que fiquem esquecidos, até que tudo seja claro, até que todas as responsabilidades sejam assumidas, no CDS continuaram a estar no topo das nossas preocupações e atenções. E o Governo, por muito que não queira, terá de dar explicações, terá de dar a cara, terá de se explicar. Porque se não serve para isso, não serve para nada! Porque se o Primeiro-Ministro se equivocou e não sabe o que implicar ser Primeiro-Ministro nós cá estaremos para lhe explicar. Nestes episódios, todos nós descobrimos outra face do Governo, a que se esconde por detrás dos sorrisos: este é um Governo que foge às responsabilidades pelas falhas de coordenação da proteção civil, é um Governo que foge às responsabilidades em Tancos; é um Governo para quem todos são responsáveis tirando ele próprio e os que a ele pertencem.

Mas não só aqui o Governo falha na responsabilidade e na transparência. Quando vemos os cortes por detrás dos sorrisos, quando assistimos a orçamentos de Estado apregoados como muito bons e depois percebemos, na sombra, o funcionamento das cativações que não descativam, dos congelamentos que se transformam em cortes definitivos, percebemos que tudo não passa de uma grande farsa e de uma enorme desfaçatez! A promessa sorridente simplesmente não casa com cumprimento competente.

Pelo contrário, a lista de atraso nas cirurgias engorda, as dívidas na saúde crescem, e não se pense que são realidades distintas. Recebemos relatos de todo o lado, e há bem pouco tempo, explicavam-nos que muitas cirurgias são adiadas pura e simplesmente porque não há materiais, porque as empresas fornecedoras não os enviam enquanto as dívidas pendentes não são regularizadas. Já para não falar da contestação dos profissionais de saúde, do problema ainda por resolver das 35h à questão dos enfermeiros especialistas.

Também na educação o que vemos é notável vindo de um Governo que criticava tudo e todos: o ano escolar está a abrir e no primeiro dia voltam as notícias de que há escolas que podem não abrir as portas por falta de auxiliares. E que diz o Ministro? Que há concursos em marcha! Não saberá o Senhor Ministro que o ano começa em setembro? Ou as crianças e jovens só precisam de auxiliares no fim do ano?

Prepara-se um orçamento de Estado com notícias na praça pública – sempre a ver quem sobe mais a parada. E não venham depois BE e PCP indignar-se com a execução orçamental. Em 2016 ficaram cativos mil milhões de euros, o maior valor de sempre, veremos como será sem 2017. Mas veremos, sobretudo, como votam BE e PCP o projeto do CDS, que será discutido e voltado ainda antes do OE, para garantir que há transparência nas cativações, obrigando a que o todos os meses a execução orçamental revele onde estão a decorrer estes congelamentos. E mais, vamos acrescentar limites às cativações, porque não achamos admissível que um Primeiro-Ministro nos diga que 30% de cativações é normal e desejável! Cativações com transparência e com limites, é isso que exigimos!

Este Governo continua a vender uma realidade cor-de-rosa, mas não é isso que vemos no dia-a-dia no terreno: degradação de serviços públicos, da saúde à educação, dos transportes à segurança; importações a crescerem mais do que as exportações, necessidade de ter ganhos de produtividade para termos crescimento sustentável; dívida pública a bater records, quer em valores absolutos quer em percentagem do PIB. E o Governo omisso, a fingir que está tudo bem, e o Governo a voltar ao laxismo de outros tempos a a começar pela alteração à fiscalização do RSI, onde voltaremos a renovações automáticas sem qualquer fiscalização! É inadmissível e contra tal nos empenharemos!

Como também dizemos com toda à frontalidade às esquerdas unidas: se há margem para mexer nos impostos, então olhe-se para toda a carga fiscal, se há margem para baixar o IRS – e há?, pergunto, quando vejo uma tão grande degradação dos serviços públicos –, então que se baixe em todos os escalões! Num país onde 52% das pessoas não pagam IRS, num país onde 11% dos contribuintes pagam 70% do IRS arrecadado, é injusto e imoral defender baixas apenas para alguns, continuando a carregar nos outros. Não há portugueses de primeira e de segunda!

Este é o Governo das esquerdas unidas, que olha para uma parte de não para o todo, o Governo das esquerdas que diz que vai tratar da função pública – e com tantas falhas, veja-se as greves anunciadas no setor da saúde e ainda agora também dos juízes -, mas que não trata dos serviços às populações. É o Governo das esquerdas unidas que quer interferir nas empresas, mas deixa PCP e BE darem um espetáculo deplorável de luta pelo poder na Autoeuropa, quebrando uma paz laboral de 20 anos! Este é o Governo apoiado por quem, à vez, defende Caracas ou Pyong-Yang!

Meus queridos amigos,

O Governo que queremos para Portugal é muito diferente deste Governo dos sorrisos na cara e dos cortes nas costas, da falta de transparência, da falta de responsabilidade! Continuaremos a trabalhar intensamente para lhes destapar a careca e pôr a nú todas as habilidades. Já no Orçamento, por mais transparência, mais simplificação e mais justiça fiscal. Justiça a que, de resto, daremos particular atenção neste nosso ano parlamentar.

Agora, peço a todos: empenho máximo, empenho total neste nosso desafio autárquico. Todos são necessários e todos estão convocados, mesmo aqueles que por razões diversas não conseguiram abraçar este desafio na primeira linha, peço agora que se empenhem em ajudar as nossas candidaturas, que se juntem na campanha, que passem a palavra a amigos e familiares, porque precisamos de estar todos juntos!

Eu estou muito motivada, muito animada, em todos os locais recebo sinais de confiança e de apreço, seja nas ruas de Lisboa, seja por todo o país. E é por isso que vos digo, com ânimo, com ambição, com vontade, porque acredito no trabalho e em particular no trabalho de equipa, que isto vai correr bem!

Vamos a isto! Com ânimo, com motivação, com confiança, com ambição máxima porque o caminho é em frente!

 

História CDS

user4_pic

Conheça a história do Grupo parlamentar do CDS.

Parlamento Direto

bancada2014pq

Videos do Plenário, comissões e outras intervenções.

Iniciativas CDS

deputados_XII

Projectos de Lei e Projectos de Resolução apresentados pelo Grupo Parlamentar.

Deputados CDS

News image

Assunção Cristas

Círculo Eleitoral Leiria Presidente do CDS-PP

News image

Nuno Magalhães

Círculo Eleitoral Setúbal Presidente do Grupo Parlamentar Vice-Pres...

News image

Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Vice-Presidente do Grupo Parlamentar Vic...

News image

Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga Vice-Presidente do Grupo Parlamentar

News image

Hélder Amaral

Círculo Eleitoral Viseu Vice-Presidente do Grupo Parlamentar

News image

Teresa Caeiro

Círculo Eleitoral Faro Vice-Presidente da Assembleia da República

News image

António Carlos Monteiro

Círculo Eleitoral Aveiro Secretário da Mesa da Assembleia da Repúblic...

News image

Álvaro Castello-Branco

Círculo Eleitoral Porto

News image

Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

Filipe Anacoreta Correia

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

Filipe Lobo d'Ávila

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

Ilda Araújo Novo

Círculo Eleitoral Viana do Castelo

News image

Isabel Galriça Neto

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

News image

João Rebelo

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

Patrícia Fonseca

Círculo Eleitoral Santarém

News image

Pedro Mota Soares

Círculo Eleitoral Porto

News image

Vânia Dias da Silva

Círculo Eleitoral Braga