CDS-PP critica postura do Governo na negociação do orçamento plurianual da UE
Quarta, 26 Fevereiro 2020 15:30    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

joao almeida tribuna 2020O grupo parlamentar do CDS-PP criticou hoje a postura que o Governo assumiu face à proposta de orçamento plurianual da União Europeia (UE) para 2021-2027, instando o executivo liderado pelo socialista António Costa a vetar o documento.

Num período de declarações políticas que decorreu hoje na Assembleia da República, o deputado centrista João Almeida apontou que “o Governo, do PS, e, em particular, o primeiro-ministro, afirmaram sempre que a postura de Portugal em relação à Europa enquanto este Governo estivesse em funções ia ser uma postura de uma voz forte de Portugal na Europa”.

“Já vimos muitas vezes o primeiro-ministro reclamar essa voz forte, vimos menos vezes conseguir resultados dessa estratégia que anunciou”, criticou.

Apontando como “matérias essenciais” a “negociação do quadro financeiro plurianual” e a “presidência portuguesa no primeiro semestre do ano que vem”, João Almeida considerou que “aquele que era o principal pilar da estratégia portuguesa e da sua presidência ficou por terra e não vai realizar-se”, referindo-se à cimeira União Europeia-África.

Face a isto, o CDS quis saber a “alternativa que o Governo vai ter para concretizar esta prioridade” da relação entre os dois continentes.

Já sobre o orçamento europeu, João Almeida criticou a postura de “falar com todos” e, num balanço, advogou que esta estratégia negocial do executivo português “em termos de valor até ao momento não assegurou nem na coesão, nem na PAC [Política Agrícola Comum] que Portugal conseguiria proteger os seus interesses num e noutro fundo”.

Na ótica do CDS, até agora Portugal “não conseguiu a concretização de nenhum dos interesses nacionais e dá-se por feliz por a proposta que está neste momento em cima da mesa introduzir duas novas taxas, uma sobre o plástico e outra sobre o comércio de emissões”.

Instando Portugal a “repensar a estratégia” adotada, João Almeida assinalou que “é altura de pôr em cima de mesa um instrumento fundamental da negociação”.

“Da parte do CDS desde o início que dissemos que o veto não devia ser excluído porque se o excluíssemos perdíamos força”, vincou o centrista, apontando que o “veto tem de estar em cima da mesa” e o Governo deve admitir “que definiu mal a estratégia para esta negociação”.

 

Fonte: Lusa

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga