Covid-19. CDS critica solução “exótica” proposta por Ferro
Segunda, 16 Março 2020 21:38    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

telmo correia dr sicO CDS não concorda com a solução pensada por Eduardo Ferro Rodrigues para garantir o funcionamento da Assembleia da República num momento em que todo o país tem indicações para não sair de casa a não ser em situações excecionais e indispensáveis. Para os democratas-cristãos, a decisão do presidente da Assembleia da República, demonstra, mais uma vez, que Ferro Rodrigues continua numa atitude negacionista.

Durante a manhã, Ferro anunciou que ia propor, esta terça-feira na Conferência de Líderes agendada para as 19h, que os plenários passassem a realizar-se apenas uma vez por semana até ao domingo de Páscoa. Quando “as circunstâncias o exigirem”, o plenário deve reunir “apenas com o quórum de funcionamento de 1/5 dos deputados” e as comissões passam “a reunir-se apenas se necessário só com a mesa e coordenadores”.

Na sexta-feira passada, CDS e PAN foram os únicos partidos a criticarem a decisão de Eduardo Ferro Rodrigues (concertada com os outros grupos parlamentares) de manter a Assembleia da República a funcionar "nos moldes habituais".

Face à nova proposta de Eduardo Ferro Rodrigues, o CDS continua a não esconder alguma estupefação. Ao Expresso, Telmo Correia, líder parlamentar, classifica a solução como “exótica” e questiona o porquê de o Parlamento não estar a dar o exemplo quando existem figuras regimentais que permitem, por exemplo, que o Parlamento funcione em comissão permanente (grupo restrito presidido pelo Presidente da Assembleia da República e composto pelos vice‑presidentes e por deputados indicados por todos os grupos parlamentares, de acordo com a sua representatividade).

A “figura exótica” encontrada por Ferro, continua Telmo Correia, “vai pôr o Parlamento a funcionar a meio gás”, aumentando sem necessidade, argumenta, os riscos para os deputados. Segundo o democrata-cristão, faria sentido fazer um último plenário na quarta-feira onde, expectavelmente, o Parlamento terá de se pronunciar sobre o estado de emergência e aprovar as medidas desenhadas pelo Governo, e depois funcionar em Comissão Permanente, sendo que esta órgão poderia agendar um plenário sempre que entendesse.

“Deste ponto de vista a Assembleia da República tem andado mal. São casos estranhos e graves, vindos de pessoas inteligentes e informadas mas que insistem numa atitude negacionista”, cometa Telmo Correia.

 

Fonte: Expresso

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga