CDS questiona Governo sobre urgência de identificar idosos em isolamento
Quarta, 18 Março 2020 21:39    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

idosos ajudaO grupo parlamentar do CDS-PP questionou hoje o Governo sobre o que está previsto para fazer a identificação de idosos em situação de isolamento, perguntando também às câmaras municipais se têm algum plano neste âmbito.

"Não entende o Governo que é fundamental a implementação de um plano, ao nível das autarquias locais, em estreita articulação com as juntas de freguesia, IPSS e outras entidades da sociedade civil, para identificação de todas as situações de isolamento da população idosa mais vulnerável, que necessita de auxílio e respostas, quer ao nível da alimentação, medicamentos, identificação de doenças, acompanhamento, limpeza e outras necessidades básicas?", questiona.

A pergunta, entregue na Assembleia da República, é endereçada à ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão.

O CDS pretende também saber "o que tem o Governo previsto neste âmbito".

No requerimento endereçado às câmaras municipais, os deputados centristas questionam se, face à situação provocada pela pandemia de Covid-19, e a quarentena voluntária pedida às pessoas, se as autarquias consideram "que é fundamental a implementação" desse plano para identificar "todas as situações de isolamento da população idosa mais vulnerável".

"No caso de já estar previsto e em curso, em que consiste tal plano?", acrescentam.

Os centristas querem saber ainda se "fica garantida a segurança de todos aqueles que participam em tais ações", ou seja, se "é garantido o fornecimento de todo o equipamento necessário para proteção individual de todos envolvidos, para salvaguarda da sua saúde e evitar a propagação da pandemia".

Nos dois documentos, os cinco deputados do CDS apontam que "os idosos e pessoas com problemas médicos preexistentes são considerados mais vulneráveis ao novo coronavírus" e que uma das principais recomendações das organizações de saúde para evitar a propagação da Covid-19 é o "distanciamento social, aconselhando-se aos idosos e doentes crónicos a permanecerem em casa".

Considerando que "a entreajuda e o apoio entre todos é fundamental numa altura" como esta, os centristas salientou que, quer as juntas de freguesia, quer as câmaras municipais, "têm um papel fundamental neste âmbito e no esforço conjunto para que os seus munícipes ultrapassem este período grave da melhor forma possível".

Notando que existem grupos que se têm organizado informalmente para ajudar as suas comunidades, e que "vários municípios do país estão a tomar essa iniciativa", o partido indica que estes cidadãos enfrentam "algumas dificuldades, já que, provavelmente por falta de informação clara e percetível, ou por informação contraditória, alguns desses idosos rejeitam a ajuda por medo de que as pessoas disponíveis a fazê-lo, particulares ou outros, sejam eles próprios transmissores da doença".

Por isso, alerta, "dada a gravidade da situação, a maioria dos voluntários que colabora nestas ações está tendencialmente (e compreensivelmente) a deixar de o fazer, sendo também preocupante o facto de o encerramento dos restaurantes e similares deixar muitas destas associações sem o bem essencial para distribuir -- os alimentos".

"Nas grandes cidades, são precisamente as juntas de freguesia, e instituições de cariz social, que melhor conhecem a realidade destas pessoas, sendo por isso, naturalmente, os mais indicados para sinalizar e prestar apoio domiciliário, incluindo em muitos casos o fornecimento diário de refeições", advoga.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga